{"id":45162,"date":"2026-06-19T09:06:52","date_gmt":"2026-06-19T13:06:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.msnoticias.net\/inicio\/?p=45162"},"modified":"2026-06-19T09:08:02","modified_gmt":"2026-06-19T13:08:02","slug":"mortes-no-transito-por-alcool-diminuem-195-em-14-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.msnoticias.net\/inicio\/mortes-no-transito-por-alcool-diminuem-195-em-14-anos\/","title":{"rendered":"Mortes no tr\u00e2nsito por \u00e1lcool diminuem 19,5% em 14 anos"},"content":{"rendered":"<p>A taxa de mortes no tr\u00e2nsito relacionadas com o consumo de bebida alco\u00f3lica caiu 19,5% no Brasil entre os anos de 2010 e 2024.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise, divulgada nesta sexta-feira (19), Dia Nacional da Lei Seca, foi feita pelo Cisa (Centro de Informa\u00e7\u00f5es sobre Sa\u00fade e \u00c1lcool), refer\u00eancia nacional no tema.<\/p>\n<p>Para se ter uma ideia, em 2010, o n\u00famero era de 15 mil mortes. Em 2024, foram 13.075. No entanto, o estudo pondera que a quantidade voltou a subir a partir de 2020 (quando 11.600 pessoas perderam a vida).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conjunturaonline.com.br\/imagem\/noticia\/1000\/1000\/1781870359_81142.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancia no mundo\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Segundo a coordenadora do Cisa, Mariana Thibes, a Lei Seca n\u00e3o deixou de funcionar e \u00e9 uma legisla\u00e7\u00e3o que serve de refer\u00eancia para o mundo ao reduzir os acidentes de tr\u00e2nsito e salvar vidas no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cEssa redu\u00e7\u00e3o foi da ordem de mais de 30%, desde que a lei surgiu (em 2008) at\u00e9 os \u00faltimos anos\u201d, afirmou Mariana em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil. Ela concorda, no entanto, que h\u00e1 uma perda de f\u00f4lego em vista de \u201cnovos \u00a0desafios\u201d. A Lei Seca come\u00e7ou a apresentar menos efici\u00eancia, conforme revelam os n\u00fameros.<\/p>\n<p>\u201cA gente vinha observando uma curva constante de queda at\u00e9 2019, e a partir da\u00ed a taxa de mortes come\u00e7ou a crescer depois da pandemia\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Mariana explica que isso ocorreu porque, embora a fiscaliza\u00e7\u00e3o tenha aumentado nos \u00faltimos anos, as formas de burlar tamb\u00e9m ficaram cada vez mais sofisticadas. \u201cAs pessoas conseguem se comunicar, usar aplicativos e saber onde est\u00e3o acontecendo as fiscaliza\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p><strong>Impunidades<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ela lamenta que prevalece na popula\u00e7\u00e3o um senso de que \u00e9 poss\u00edvel passar impune pela lei seca. Para conter isso, defende a intensifica\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o, o acesso a atendimento de emerg\u00eancia e as a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o que alcancem especialmente o p\u00fablico masculino (o que mais morre no tr\u00e2nsito).<\/p>\n<p>De acordo com a Cisa, a partir de 2019, o uso de \u00e1lcool \u00e9 respons\u00e1vel por 36,6% das ocorr\u00eancias no tr\u00e2nsito entre os homens e 26,3% entre as mulheres. \u00a0\u201cO maior perfil de risco afetado pelas mortes s\u00e3o os homens jovens\u201d.<\/p>\n<p>Um problema \u00e9 que a fiscaliza\u00e7\u00e3o convive com limita\u00e7\u00f5es, como o n\u00famero de opera\u00e7\u00f5es com uso de baf\u00f4metros e o aumento da frota e de acidentes com motocicletas.<\/p>\n<p><strong>Sensibiliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A coordenadora do Cisa recomenda que, para sensibilizar a sociedade a n\u00e3o beber e dirigir, as campanhas precisam ficar mais estrat\u00e9gicas. &#8220;\u00c9 preciso ir al\u00e9m dos an\u00fancios \u201cde choque\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA evid\u00eancia internacional mostra que as mensagens que se baseiam somente no medo t\u00eam efeito de curto prazo, mas n\u00e3o conseguem mudar o comportamento de forma sustentada\u201d, disse ela.<\/p>\n<p>O que funcionaria, na sua opini\u00e3o, seria combinar educa\u00e7\u00e3o, esclarecimento e percep\u00e7\u00e3o de risco real das pessoas.<\/p>\n<p>\u201cA pessoa precisa acreditar que vai ser fiscalizada e que vai ser punida\u201d.<\/p>\n<p>Os dados mostram que a maior parte das infra\u00e7\u00f5es acontecem nos finais de semana e durante a madrugada.<\/p>\n<p>Por isso, um caminho seria promover a cultura de alternativas vi\u00e1veis, como o transporte noturno e acess\u00edvel, e os aplicativos de carona. \u201cQuando a gente s\u00f3 sensibiliza, mas tamb\u00e9m n\u00e3o traz alternativa, ficamos com o limite claro\u201d.<\/p>\n<p><strong>Tocantins lidera<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com os dados, 18 estados apresentaram taxa de mortes por 100 mil habitantes superior \u00e0 m\u00e9dia nacional (6,2), como o Tocantins (13,4), Piau\u00ed (12,1) e Mato Grosso (11,1). Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s interna\u00e7\u00f5es, 16 estados t\u00eam taxa superior. As maiores s\u00e3o no Esp\u00edrito Santo, Par\u00e1 e Acre.<\/p>\n<p>\u201cNo caso dos estados com maior taxa de morte, a gente pode pensar em quest\u00f5es estruturais, rodovias mais perigosas, por exemplo, menor densidade de fiscaliza\u00e7\u00e3o e de acesso a servi\u00e7os de emerg\u00eancia nas estradas\u201d, afirmou Mariana Thibes.<\/p>\n<p>Ela ressaltou que o h\u00e1bito de beber e dirigir pode ser diferente conforme os estados. \u201cS\u00e3o realidades espec\u00edficas que precisam ser investigadas mais a fundo para que o poder p\u00fablico tamb\u00e9m possa dar respostas adaptadas\u201d. (Com ABr)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa de mortes no tr\u00e2nsito relacionadas com o consumo de bebida alco\u00f3lica caiu 19,5% no Brasil entre os anos de 2010 e 2024. 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