Desistências esfriam chapa do PSDB para eleição proporcional

O entusiasmo da chapa do PSDB para deputado federal começa a perder o “gás”. Alguns nomes de pré-candidatos já desistiram da campanha. Entre eles está Paula Alexsandra Consalter Campos, primeira-dama de Ponta Porã e esposa do prefeito Eduardo Campos. Ela havia sido exonerada do cargo para concorrer no pleito deste ano, mas, no Diário Oficial de 12 de maio, foi nomeada secretária municipal de Governo e Comunicação, voltando à função.

Outro nome é o do ex-prefeito de Chapadão do Sul, João Carlos Krug, que postou um áudio em seu grupo de apoiadores agradecendo as manifestações de apoio e comunicando a decisão por motivos pessoais. Segundo ele, conversou com a família e decidiu que vai descansar antes de pensar em novos projetos políticos.

O movimento acontece enquanto o PSDB a nível nacional testa o nome do deputado federal Aécio Neves, que já começa a aparecer em pesquisas. O partido voltaria para uma eleição presidencial desde a última participação em 2018 com Geraldo Alckmin. Já Aécio é visto como alternativa de centro, mas há dúvidas se poderia chegar a um segundo turno como em 2014 quando perdeu para Dilma Rousseff.

O cenário acende alerta no PSDB justamente em um momento em que a mudança nas regras das chamadas “sobras eleitorais” ampliou a importância de chapas competitivas. Com a nova regra, partidos menores ou com menos votos totais passaram a ter mais chances de conquistar vagas restantes na Câmara dos Deputados. Por isso, a perda de nomes considerados estratégicos pode enfraquecer o desempenho tucano na disputa pelas sobras.

Antes, os partidos precisavam atingir cerca de 80% do quociente eleitoral, em torno de 180 mil votos, para disputar essas vagas. Agora, basta um candidato alcançar aproximadamente 36 mil votos para entrar na disputa pelas sobras das sobras.

 

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