A decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas divide a opinião dos campo-grandenses. As duas facções atuam em Mato Grosso do Sul. A medida do governo norte-americano foi anunciada pelo Departamento de Estado, nesta quinta-feira (28).
Para o comerciário Nildo Cáfaro, a decisão do governo Trump é acertada. “Terroristas, sim, senhor! Eles tentam dominar tudo. Tudo tem que passar por eles. Eles querem dominar nosso país. Tem de apertar a lei. A lei do país é muito branda. Tem muita situação que tem de mudar e não muda, por causa do pessoal lá de cima”, disse ao Jornal Midiamax.
O aposentado Maurício Rocha vê a medida com cautela. “Na minha opinião, não. Eu tô sabendo dessa questão já faz dias. Mas eu acho que não considero, não. O que tá faltando é o Brasil agir com policiamento para acabar com isso”, afirmou.
Países vizinhos ao Brasil, como Paraguai e Argentina, já classificam as duas organizações como terroristas. A medida foi tomada após a megaoperação contra o CV no Rio de Janeiro, que terminou com 121 mortos, em outubro de 2025.
Classificação
Conforme o comunicado, as facções serão classificadas como “terroristas globais especialmente designados” (“Specially Designated Global Terrorists”, ou SDGTs) e também como “organizações terroristas estrangeiras” (“Foreign Terrorist Organizations”, ou FTOs). A medida passa a valer a partir da próxima sexta-feira (5).
Além disso, o Departamento de Estado informou que os grupos comandam milhares de integrantes e seriam responsáveis por “ataques brutais” contra policiais, autoridades públicas e civis.
A medida dos Estados Unidos vem após o encontro do pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), com o presidente Donald Trump (Republicanos). No encontro, a classificação das organizações criminosas brasileiras teria sido abordada pelo filho de Jair Bolsonaro.
O presidente Lula (PT) se encontrou com Trump, em 7 de maio, e não teria abordado o tema, mas foi entregue uma proposta de cooperação entre os dois países. O Governo Federal teme que os Estados Unidos interfiram no Brasil, inclusive nas eleições deste ano.
*Com informações do G1.
